sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eles Vivem (They Live, 1988)

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Você provavelmente não conhece esse filme mas já ouviu uma de suas frases mais marcantes: "I have come here to kick ass and chew bubblegum... and I'm all out of gum." A frase, dita por Duke Nukem no jogo que leva seu nome, saiu de um obscuro filme de pseudo-terror e cunho comunista dirigido por John Carpenter (Halloween). É um clássico perdido no tempo e esquecido pelos nostálgicos.

O personagem principal, encarnado pelo lutador de luta-livre Roddy Piper, chama-se George Nada (que nome!), um sem-teto que chega a Los Angeles em busca de trabalho. Conversa vai, conversa vem, começa a notar um certo rebuliço na igrejinha local. Aos poucos vai investigando e acaba descobrindo que a tal igreja nada mais é que uma fachada para algo muito maior: um equipamento que transmite palavras de ordem e entra como uma interferência na programação normal da televisão. No meio das parafernalhas ele encontra uma caixa de papelão com uns óculos escuros dentro, e mais tarde descobre que eles permitem que se veja a verdade por trás das coisas.

No mundo de They Live, alienígenas vivem entre nós, escondidos por baixo de uma aparência humana. Além disso, toda a mídia é dominada por eles, de forma que, ao se colocar os tais óculos, é possível enxergar nos outdoors, revistas, placas etc. mensagens como "obedeça", "submeta-se", "case-se e reproduza", e minha preferida: "trabalhe por 8 horas, durma por 8 horas, divirta-se por 8 horas". A galera da igrejinha na verdade é um grupo de resistência, que é reprimido pelas autoridades com violência. Por que será, hein?

Junto com Frank Armitage (Keith David), George se lança numa cruzada contra os aliens (não sem antes cair numa porrada incrível com Frank, que dura uns 10 minutos, tudo para convencê-lo a usar os óculos), resolvendo as coisas da forma mais 1988 possível: impulsiva e violentamente. Algumas cenas beiram o inacreditável, como a mega-explosão no meio do momento romântico de George com Holly (Meg Foster) e o massacre no vilarejo, em que George Nada passa incólume por dentro da chacina, como que invisível aos policiais.

É possível fazer uma analogia dos óculos com a pílula vermelha tomada por Neo, o que nos leva a crer que They Live é um Matrix dos anos 80 - e, consequentemente, muito melhor.



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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mini! Flaming Pie (Paul McCartney, 1997)

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Gravado entre 1995 e 1997 paralelamente ao projeto Beatles Anthology, Flaming Pie é um disco simples, nostálgico e agradável, tanto para quem gosta de Beatles como para quem curte Wings e McCartney solo. Algumas participações especiais enriquecem o disco, como Ringo Starr (que co-escreveu e batucou em Beautiful Night), Jeff Lynn (em Really Love You) e James McCartney (filho do hômi), mas no fim das contas Paul toca quase todos os instrumentos e de quebra ainda co-produziu com Lynn e George Martin. The World Tonight é um rockão estilo Wings no começo, Little Willow lembra a suavidade de Ram (1971), Really Love You é uma bobagem improvisada divertida, e Somedays contrasta melancolia com um refrão otimista. Macca aqui se redimiu de vez da chatice que permeava seu trabalho nos anos 80.

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Mini! Captain America and the Avengers (NES, 1990)

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Joguinho interessante pela história -- os Avengers foram raptados e cabe a Hawk-eye e Cap. America resgatá-los (que foi? Estamos falando de 1992, ora bolas. Para a época é inusitado) e pelo grande número de fases, representadas por cidades dos EUA. O mapa mostra a cidade onde está o chefe final desde o começo, sendo possível chegar lá por vários caminhos. Cada um dos dois personagens controláveis possui habilidades específicas que vão sendo desvendadas à medida que o jogador recolhe itens e sobe de nível. Se você não se incomoda com cenários repetidos com cor mudada, é diversão por um bom tempo.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Professor Layton - a série como um todo (Nintendo DS) 2007-2009

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Resolve essa: A primeira letra do alfabeto é A. Depois do A, vem o B. Mas o mais importante nesse caso é a última letra. Qual é? Uma dica: não é Z.

Mais uma: No desenho ao lado, 10 moedas formam um triângulo equilátero, que aponta para cima, mas você consegue fazê-lo apontar para baixo movendo apenas 3 das moedas?

Pensou? No final do post tem as respostas. Antes disso, falemos da série Professor Layton, lançada para Nintendo DS a partir de 2007. Cada jogo contém mais de uma centena de quebra-cabeças do estilo dos anteriores, desde charadas até desenhos intrincados. Professor Layton é para quem gosta de quebrar a cabeça - às vezes literalmente, dependendo da dificuldade do problema que a pessoa estiver tentando resolver.

A jogabilidade é estilo point-and-click (tipo King's Quest, Sam & Max, Monkey Island e outros), mas ela serve mais como uma ponte para o que realmente importa: os supracitados quebra-cabeças. A combinação desses dois aspectos é perfeita.

O jogo se passa na Inglaterra do começo do século XX. Professor Layton, um "gentleman" de cartola, e seu aprendiz Luke, viajam por localidades diversas, sempre esbarrando em (e resolvendo) mistérios. Os personagens das dublagens ocidentais falam inglês britânico de verdade, o que ajuda a criar o clima. O traço lembra bastante uma mistura de Tin-Tin com Estúdio Ghibli (A Viagem de Chihiro, My Neighbor Totoro). Não adianta nada ter um monte de puzzles interessantes e legais, sem um invólucro atraente e que alivie a tensão das tentativas de resolvê-los. O texto do jogo é mais um elemento nesse sentido. Tanto os diálogos como as descrições dos puzzles são bem escritas, envolvendo o jogador nas tarefas a serem cumpridas.

Os jogos também apresentam conteúdo extra via downloads. Isso, somado aos minigames e aos já muitos puzzles, significam mais horas ainda de diversão, frustração e diversão de novo.

Professor Layton and the Curious Village e ...and the Diabolical Box já foram lançados em inglês. Os outros dois - The Last Time Travel e The Specter's Flute - ainda não, e a tradução desse tipo de jogo é trabalhosa, ou seja, não espere jogá-los em breve, a não ser que você seja fluente em japonês.





E agora, como prometido, as soluções dos puzzles do começo do post. O primeiro é muito mais simples do que você imagina: a primeira letra de Alfabeto é A. A última é O, ora bolas. AlfabetO! A solução do segundo está na seguinte figura:










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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A Lenda de Beowulf (Beowulf, 2007)

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A Lenda de Beowulf, adaptação de épico conto nórdico que data do século VIII, passou desapercebido pelo público brasileiro, que preferiu ficar fazendo graça com as cenas estilo Austin Powers (quando o personagem principal aparece nu, algum objeto é estrategicamente colocado para cobrir suas vergonhas), e nem percebeu que se tratava de um filmaço de animação que aliava tecnologia, um roteiro bem escrito, ótima direção, uma história clássica, cenas de ação empolgantes e a Angelina Jolie, tudo isso num só filme.

Beowulf é uma das primeiras histórias registradas por escrito. Trata-se de um poema épico de várias partes. O filme é livremente baseado no poema. O roteiro foi escrito por Neil Gaiman (sim, aquele) e Roger Avary, e a direção ficou a cargo de Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro, Forrest Gump). A técnica da rotoscopia foi feita com maestria e conferiu um visual altamente realista. Muitos dos personagens têm a mesma aparência do seu respectivo dublador. Quem esperava ver algo parecido com Shrek se decepcionou.

Logo no começo é ditado o clima do filme: é retratado um banquete com gente do povo bebendo loucamente e o rei Hrothgar da Dinamarca (Anthony Hopkins) pelado e completamente alcoolizado. É o extremo oposto dos tempos antigos retratados em filmes da Disney, com todo mundo limpinho e comportado. A festa é interrompida pelo monstro Grendel (Crispin Glover, o George McFly(!)) que, incomodado com o barulho, invade o recinto e mata muitas pessoas de forma bastante gráfica. O rei então decide dar uma enorme recompensa para quem matasse Grendel. A proposta chamou a atenção do famoso e nada modesto herói Beowulf (Ray Winstone), que foi para a Dinamarca com seus homens no seu navio. A credibilidade do herói é contestada por Unferth (John Malkovich), conselheiro do rei Hrothgar. A partir daí a trama se desenvolve, com alguns plot twists instigantes envolvendo a mãe de Grendel (Angelina Jolie).

O Beowulf retratado neste filme é um verdadeiro fanfarrão que adora contar vantagem e aumentar seus feitos, no melhor estilo Nelson Rubens. É muito divertido vê-lo contando vantagem e depois, com o tempo, mudando sua visão do mundo. É uma história bem ampla e muito bem contada por Zemeckis e cia.. É especialmente recomendado para quem não teve saco de ler o poema, que por sinal é gigantesco.

(Há uma versão filmada de Beowulf, feita em 1999 e estrelada por Cristopher Lambert. Este humilde escriba ainda não teve a oportunidade de conferir essa pérola.)

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mini! - Secret Agent (PC, 1992)

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No distante ano de 1992, quando o Super Nintendo e o Mega Drive/Sega Genesis estavam no auge e Wolfenstein 3D era o ápice da tecnologia em games, havia a Apogee Software (hoje 3D Realms), que lançava vários joguinhos de plataformas estilo Super Mario Bros., inclusive um tal de Duke Nukem (não, o 3D não é o primeiro da série). Mas Secret Agent é um desses, e bem divertidinho, com 16 níveis estilo labirinto e vários itens espalhados, portas trancadas e suas respectivas chaves, além, claro, de inimigos malas. Todas as fases são jogáveis a qualquer momento, sem ordem definida, exceto a última, que só é habilitada depois que o jogador vence as outras 15. De bônus, há vários trocadilhos que fazem referências a filmes de espionagem, como o codinome do personagem principal (Agent 006½) e o título de fase The Hunt for Red Rock Rover, que parodia The Hunt For the Red October (Caçada ao Outubro Vermelho). Quem quiser degustar essa relíquia pode procurar em sites de abandonware. Para jogar, recomendo o programa DOSbox, que simula um ambiente de MS-DOS e roda com perfeição jogos do tempo de Matusalém.

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